Pag. Alcoolismo

Por desconhecimento do processo, a família é atingida a partir da 2ª fase da doença, quando surgem os problemas paralelos, como acidentes de trânsito, violência, perda de emprego, decadência social, financeira e moral e a síndrome da co-dependência, isto é, a família torna-se também dependente da substância álcool. É uma dependência neurótica, um alcoolismo seco que provoca sofrimento e inúmeros desajustes.

A essa altura, a dinâmica familiar passa a ser regulada pelo comportamento do usuário de álcool, na vã tentativa de controlar sua forma, quantidade e freqüência de beber, o que é impossível. Minada por um sentimento de culpa injustificável (os pais são tão culpados de transmitir os genes do alcoolismo aos filhos quanto os da cor dos olhos ou os do ambidestrismo), a família tem de conscientizar-se do problema e pedir ajuda.

Fácil falar; difícil fazer. Em geral, por preconceito ou vergonha, procura-se negar o fato e a resistência só é vencida quando a situação fica insustentável e a família inteira desestruturada. “O lar fica alcoólico”, disse a esposa de um alcoólico que quanto mais doente estava, menos condição tinha de pedir socorro.

 

Os Filhos

Milhões de crianças e adolescentes convivem com algum parente alcoólatra no Brasil. As estatísticas mostram que eles estarão mais sujeitos a problemas emocionais e psiquiátricos do que a população desta faixa etária não exposta ao problema, o que de forma alguma significa que todos eles serão afetados. Na verdade 59% não desenvolvem nenhum problema.

O primeiro problema que podemos citar é a baixa auto-estima e auto-imagem com conseqüentes repercussões negativas sobre o rendimento escolar e demais áreas do funcionamento mental, inclusive em testes de QI.

Esses adolescentes e crianças tendem quando examinados a subestimarem suas próprias capacidades e qualidades. Outros problemas comuns em filhos e parentes de alcoólatras são persistência em mentiras, roubo, conflitos e brigas com colegas, vadiagem e problemas com o colégio.

Se o álcool está fazendo sua família sofrer, procure tratamento para o alcoolismo.

Fonte: drauziovarella.com.br


Comecei a ingerir bebidas alcoólicas aos 14 anos de idade, me tornei alcoólatra e hoje estou em recuperação.

  • Tomas Muiocha

    O alcoolismo em termos do que concerne ao usuario e familia, a primeira fase e’ bstante complicada pois o alcoolatra acha que tem a a situacao sob controle, que bebe por mera vontade e a hora que quiser vai parar. A familia por sua vez, devido a negligencia, ignorancia e vergonha/medo de preconceito da sociedade nao assume que tem um doente em casa, pauta-se simplismente em observar. O alcool tira-nos a atencao, carinho, afecto que tinhamos pra com amigos, esposa e familia, trabalho e colegas. Agente nem se da conta de que isso esta acontecendo e esta primeira fase quando as coisas se estragam o alcoolatra ainda consegue dar uma pausa pra concertar ou ter de volta o carinho da familia. Ele da um stop alcool mas curto, cerca de uma semana e vendo estar tudo vindo Bem-vindo, de novo se mergulha e isto vira rotina. Em fase avancada ele comeca a perder o que tem. Os pais se nao se afastam dele, retiram-lhe do convivio familiar, nao lhe chamam mais atencao sobre nada e a esposa se for ela ignorante sempre opta pelo mais facil: abandonar a relacao ao em vez de lutar.conjuntamente contra este mal. E quanto mais abandonado mais seitira vontade de beber. Antes que o alcoolatra peca ajuda ele nao a tera porque quando chamado atencao em relacao a situacao reage de forma violenta, nega e refugia-se no alcool.
    Assuma que es um alcooltra e peca ajuda, esplica como e’ que a doenca agrava, peca que as pessoas se informem sobre a doenca e ajuda nao faltara.