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Alcoolismo infantil e juvenil

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O problema do alcoolismo é um grande tabu, mas quando se trata de crianças e adolescentes, a situação é mais complicada e delicada ainda. O assunto é um problema social e deve ser debatido por todos os membros de uma sociedade. Embora seja notável e comprovado que os casos de alcoolismo infantil e juvenil ocorrem, em sua grande maioria, através da influência de amigos, é necessário um alerta para o ambiente familiar que também pode ser o vilão e fazer com que crianças se interessem pela droga.

Alcoolismo infantil e juvenil

 

Uma pesquisa realizada em todo o Estado de São Paulo mostrou que metade dos estudantes entre 10 e 12 anos já fez uso de bebidas alcoólicas e, na grande maioria, com apoio ou exemplo dos pais. A família precisa ficar atenta como a bebida é apresentada aos filhos, muitos pais oferecem bebida (dedo na espuma da cerveja) aos filhos que acham isso algo normal e interessante, pois todos apóiam.

 

O alcoolismo precoce danifica o desenvolvimento da criança, a coordenação motora e o funcionamento do fígado. O corpo de uma criança muitas vezes ainda não está 100% formado e com a defesa necessária e, por isso, a ingestão excessiva pode afetar quase todos os órgãos causando doenças preocupantes como gastrites, úlceras, pressão alta, infarto do miocárdio e até epilepsia e cirrose.

 

O alcoolismo infantil dá sinais muitas vezes mais claros do que nos adultos. Com um organismo mais frágil em relação às substâncias os sintomas são facilmente diagnosticados como mudanças bruscas de humor, isolamento, tonturas, andar cambaleante, vermelhidão, enjôos, tremores, sonolência, agressividade e mau desempenho escolar. Os pais, quando se depararem como uma situação dessas, devem partir para um diálogo aberto e mostrando o que essas atitudes dos filhos podem causar e uma ajuda profissional também pode ser uma saída.

 

Atualmente, de acordo com diversas pesquisas, o alcoolismo atinge milhões de crianças e adolescentes em todo o país. Além dos pais e amigos o consumo de bebida alcoólica nessa fase da vida é responsabilidade também de empresas e pessoas que exploram todos os tipos de situações para vender seus produtos. A polícia, com base nas leis, prende o traficante de drogas, mas deixa “livre” o que mata milhões com álcool. A responsabilidade é sim dos grandes produtores de bebidas alcoólicas.

 

O álcool é a droga livre, a droga protegido por lei e, mesmo assim, é a que mais têm dependentes espalhados pelas cidades. A Organização Mundial tem certo cuidado quando fala sobre o álcool e dizem que só a minoria dos usuários se torna dependentes químicos. A realidade é bem diferente. O alcoolismo é a doença que muitos não aceitam e escondem e pode, muitas vezes, começar com um simples dedo na espuma da cerveja que o pai está bebendo.

 

Fica um pedido aos pais. Dêem exemplo e limites aos seus filhos. Não abuse do álcool na frente deles, você pode está sendo o causador de uma futura dependência química em seu filho.  Aos fabricantes de bebidas é necessário mais respeito, mais consideração com a vida.

 

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