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O que acontece quando adolescentes cometem crimes

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O ataque de atiradores em um jogo de futebol na Vila Hauer, no último sábado, coloca em cheque a eficácia das medidas de sócio-educação que são adotadas em casos de menores envolvidos em crimes.

O crime aconteceu no último sábado e foi motivado por uma rixa entre gangues rivais da Vila das Torres e envolveu, em sua maioria, adolescentes.

Quando um adolescente pratica um crime tem que cumprir uma medida sócio-educativa e pode ficar em reclusão por, no máximo, 3 anos. Nos centros de sócio-educação, os menores estudam, recebem qualificação profissional e apoio psicológico.

Adolescentes no crime

 

Durante o período que estiverem internados, podem participar de atividades externas, mas dormem na unidade.

 

Hoje, 622 internos cumprem pena nos centros de sócio-educação no Paraná. A maioria tem 17 anos (34,29%), 22,33% tem 18 anos e 12,57%, 12 anos. Um dado importante é que muitos adolescentes não tem a família com o pai e a mãe morando juntos: 22,51% moram somente com a mãe e 25,09% vivem com os pais.

 

O coordenador de sócio-educação da secretaria de Estado da Criança e do Adolescente, Roberto Bassan Peixoto, salienta que a participação da família é fundamental para a recuperação do jovem. “A família também recebe acompanhamento. É um momento de amadurecimento também para eles, que aprendem novos valores morais”, explica o coordenador.

 

Peixoto diz que a recuperação do menor também depende muito da condição econômica e social da família. Ele diz que é preciso que todos estejam preparados para receber novamente o adolescente. “Percebemos que muitos dos menores infratores não tem a família com pai e mãe, isso não é determinante, mas é uma condição que aparece em muitos dos casos”.

 

Os crimes mais cometidos pelos menores são o roubo, somando 35,42% dos internamentos, seguido de homicídio, com 18,45% e crimes relacionados a entorpecentes, com 10,7%. A dependência de álcool e crack, salienta Peixoto, é um dos fatores que levam os adolescentes a se envolverem com o crime.

 

“O crack, principalmente, gera um estrago muito grande e rápido e faz com que esses jovens cometam roubos e até se envolvam em homicídios para conseguirem a droga”, diz.

 

A escola é outro fator importante para a reinserção do menor infrator na sociedade. “A escola não pode fazer com que o adolescente fique estigmatizado. Tem que haver sensibilização para facilitar a recuperação e ser um ambiente em que esse jovem possa se projetar”, diz o coordenador.

 

Fonte: Jornale

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