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Será que eu sou o único(a) que não bebe? |
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Se levarmos em conta o que as novelas, propagandas de bebidas e filmes nos dizem, todo mundo, jovem e adulto, costuma beber.
Mas, quando pesquisadores indagam diretamente à população, e fazem estatísticas de consumo, a realidade revelada é diferente.
Um estudo conduzido em 2001 envolvendo as 107 maiores cidades do Brasil (CEBRID, 2002) aponta que, entre 12 e 17 anos, 48% dos meninos e 55% das meninas nunca experimentaram bebidas alcoólicas. |
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O uso regular de álcool (beber pelo menos 3 vezes por semana) é raro: só 0,1% dos entrevistados nessa idade disseram ingerir bebida alcoólica nessa freqüência. |
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No caso de jovens mais velhos, entre 18 e 24 anos, os dados indicam que 22% dos homens e 32% das mulheres nunca beberam e que somente 3,5% bebem três ou mais vezes por semana. |
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Optar por abster-se de bebidas alcoólicas, ou por beber apenas moderadamente, em ocasiões especiais, é uma decisão saudável e bastante comum. Pense nisso quando for tomar suas próprias decisões nesse campo. |
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Aqueles que começam a beber ainda jovens percebem que, depois de alguns drinques, em geral, fica-se mais relaxado e alegre. A partir dessa descoberta, é natural que se pense que quanto mais se beber, mais relaxada e mais alegre uma pessoa vai ficar. |
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No entanto, não é isso que acontece. O álcool é uma substância que não obedece à lógica simples de “quanto mais melhor”. |
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Os efeitos das bebidas alcoólicas acontecem em duas fases. Na primeira delas o álcool age como um estimulante, e deixa a pessoa mais eufórica e desinibida, mas a medida que as doses vão aumentando e o tempo vai correndo, passa-se à segunda fase, na qual começam a surgir os efeitos depressores do álcool levando à diminuição da coordenação motora, dos reflexos e deixando a pessoa sonolenta. |
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Isso significa que, enquanto nossa alcoolemia está subindo, ainda no primeiro ou segundo copo de bebida, o álcool é uma droga que nos faz sentir cheios de energia, com sensação de poder e alegria. No entanto, conforme o tempo passa, o álcool provoca exaustão e sono. |
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Vale lembrar ainda que, quanto mais se beber, maior será o cansaço. Quanto mais alta a concentração de álcool no sangue (chamada de alcoolemia), mais a bebida atua como depressora e não como estimulante. Neste caso, portanto, agir com moderação é não só menos arriscado, mas também mais divertido. |
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Fonte: Cartilha Álcool e Jovens (SENAD) |
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