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Eu sempre vivi em um lar, onde meu pai era alcoólatra. Sofri muito, pois ele era agressivo somente comigo e minha mãe. Por eu ser a filha mais velha, sofri todo tipo de tortura que alguém possa imaginar tudo porque eu não aceitava as agressões contra minha mãe.
Lembro de quantas e quantas vezes tivemos que dormir fora de casa, pois tínhamos medo dele fazer alguma coisa contra nós. Foi terrível. O tempo foi passando, depois de muito sofrimento, muitas quedas de bicicleta onde ele ralava a cara. Um dia ele deu um soco no rosto de minha mãe, fiquei com tanto ódio que esquentei uma panela de água quente e queimar a cara dele, mais Deus foi tão bom para mim que impediu que tal fato acontecesse, pois minha tia chegou na hora. Hoje tenho certeza que não me perdoaria de ver a cicatriz em seu rosto.
Depois de muito tempo, meu pai adoeceu e o médico avisou para ele que se não parasse de beber ele iria morrer e meu pai tem medo da morte. Fomos crescendo e ele deixou o vício e as coisas! as começaram a mudar, mas minha mãe até hoje não consegue perdoar.
Hoje tenho minha família, sou muito feliz. Eu consegui perdoar meu pai, por tudo que ele me fez passar, pelas marcar que lê deixou em meu corpo, pelas humilhações que me fez passar. Hoje somos amigos, não consigo imaginar o que seria de mim sem ele.
Talvez se eu não o perdoasse, Deus não me daria um esposo maravilhoso, sem vícios: talvez se não o perdoasse estaria com alguma doença, pois a magoa se transforma em doenças.
Fico triste pela minha mãe, mas entendo-a. Hoje trabalho com dependente químico e converso muito com a família sobre o alcoolismo e outras drogas. Tenho aprendido muito e sei o quanto é difícil para a família suportar a dependência química. A única forma de suportar tanto sofrimento é colocar Deus na frente de nossos problemas. Só Ele pode nos dar força. |
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