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:: Bebidas alcoólica banida do futebol |
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País - Não basta a proibição de consumo de bebidas alcoólicas nos estádios. Claro está que esta medida reduzirá a violência nos jogos de futebol, segundo a experiência no Mineirão, em Belo Horizonte.
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De acordo com o estudo, a proibição de consumo de bebidas alcoólicas reduziu em 70% as ocorrências de violência entre torcedores no estádio mineiro e tudo faz crer que o mesmo ocorrerá em outros estádios. |
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Mas a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estádios é apenas uma das medidas que, embora tardiamente tomada, é necessária, mas não suficiente para conferir ao futebol no Brasil um status civilizado como esporte.
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Faz-se necessária, também, a proibição de propaganda de bebidas alcoólicas nos programas esportivos televisivos e radiofônicos. Para isso, é necessário ter em conta que os programas esportivos das emissoras de rádio e televisão são precipuamente destinados ao público jovem. |
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Torna-se, portanto, torpe aceitar patrocínio de bebidas alcoólicas para o público jovem, do mesmo jeito que hoje em dia é inconcebível que programas televisivos ou radiofônicos ou eventos esportivos sejam patrocinados por marcas de cigarros. |
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Só mesmo por omissão do Conselho de Auto-Regulação Publicitária é que cervejas, cachaças, vinhos e bebidas alcoólicas possam ser patrocinadores de programas esportivos, dado que o público deste tipo de programa é, principalmente, um público jovem. |
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Tal distorção explica por que crianças cada vez de menor idade principiem a consumir bebidas alcoólicas, especialmente cervejas. É sabido que a indústria cervejeira é a que mantém um esquema publicitário mais agressivo na guerra pela conquista de consumidores que estão sujeitos a se tornar dependentes de álcool. |
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É de interesse social que haja uma severa regulamentação da propaganda de bebidas alcoólicas de tal forma a conciliar os superiores interesses da sociedade com a fabulosa verba de publicidade das indústrias cervejeiras. |
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Cbf proíbe venda de álcool em estádios para reduzir violência |
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assinou um documento nesta sexta-feira que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros em partidas organizadas pela entidade. O objetivo principal é coibir a violência entre os torcedores.
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O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça(CNPG), Marfan Vieira, assinaram o acordo de intenções celebrado em 31 de agosto de 2007.
Teixeira comemorou a demonstração de seriedade na busca de iniciativas que têm o objetivo de diminuir a violência e garantir a segurança do torcedor brasileiro. |
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"Com a proibição de venda de bebidas alcoólicas, pretende-se reduzir substancialmente a violência nos estádios, o que já está comprovado onde essa proibição acontece", justificou.
Ricardo Teixeira alertou ainda sobre a necessidade da elaboração dos Laudos Técnicos dos estádios feita com o maior rigor e seriedade, cumprindo todas as exigências previstas, sob pena de a CBF, como fez na Copa do Brasil, transferir os locais dos jogos.
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"Na Copa do Brasil, 13 estádios foram interditados, e isso continuará acontecendo se os laudos de vistoria não atenderem às condições estabelecidas pelos órgãos competentes. Lembro ainda que essa questão será de fundamental importância, igualmente, para a vistoria que os membros da FIFA farão nos estádios visando à Copa do Mundo de 2014", acrescentou o presidente da CBF.
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O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e presidente do CNPG, Marfan Vieira, reconheceu que a proibição de venda de bebidas alcoólicas é uma questão polêmica, mas que produziu resultados inquestionáveis.
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"Uma pesquisa feita no Mineirão mostra que houve redução de 70% nos índices de violência, o que mostra o acerto da medida", finalizou. |
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Fonte: ComuniWEB |
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