English | Español . . .
 
 
...
........

Tratamento para a Dependência Química

Imprima está página
 
Kátia Oliveira
 

Veja todas as etapas do tratamento da dependência química e suas particularidades.

O tratamento da Dependência Química possui várias etapas: psicoterapia, medicamento, internação etc. Porém, nem todos os usuários precisam de todas as etapas. O tratamento deve ser individualizado, ou seja, deve ser planejado de acordo com as necessidades do paciente e da família.
Os tratamentos que são aplicados iguais para todos os pacientes, sem ser levado em conta as substância que usam, dos problemas sociais e psicológicos preexistentes, ou da gravidade da dependência tendem a não funcionar em todos.

 

Não existe um tratamento único que atenda a todos os dependentes químicos, é responsabilidade do terapeuta que deve avaliar cuidadosamente cada caso, discutir com o seu paciente e com a família o plano de tratamento mais adequado, sendo necessário em alguns casos o uso de medicamentos.

 

Dificilmente um indivíduo procura tratamento por achar que está dependente das drogas e do álcool, em muitos casos o dependente já não tem condições psicológicas para decidir por si e nesse momento a família ou responsáveis devem intervir com um tratamento involuntário. Esta modalidade que poucas instituições podem executar, pois há legislação que protege os direitos do paciente e requisitos mínimos para realização da remoção do paciente e instalações adequadas para sua segurança.

 

As principais razões para a procura de ajuda profissional são geralmente problemas e prejuízos que se acumulam ao longo da vida de consumo do paciente. As principais são: complicações médicas (convulsões), ocupacionais (perda de emprego), interpessoais (separação conjugal, imposição familiar), legais (sentença judicial), financeira (dívidas ou atrasos nos compromissos) ou psiquiátrica (depressão ou alucinações decorrentes do consumo).

 

Existem diferentes instituições que aplicam o tratamento a dependência química, todas com suas particularidades. Conheça aqui mais sobre cada uma delas.

 

Comunidades Terapêuticas: São fundadas por particulares e são eles que mantêm a comunidade em funcionamento. Possuem registros necessários para funcionamento e não podem executar o tratamento involuntário, ou seja, elas não podem fazer a remoção do paciente em sua casa e trazê-lo para a clínica. Sendo assim, o paciente e sua família são quem devem procurar a comunidade terapêutica para fazer a internação. São pagas e contam com médicos, terapeutas, enfermeiros, etc., capacitados para fornecer o tratamento para drogas e/ou álcool.

 

Clínicas Médicas Particulares: Possuem registros necessários para seu funcionamento, são pagas, oferecem uma rede de ajuda no processo de recuperação das pessoas, resgatando a cidadania, buscando encontrar novas possibilidades de reabilitação física e psicológica, e de reinserção social. Contam com equipe de profissionais médicos, terapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, todos capacitados para fornecer tratamento completo ao paciente.
São legalizadas e aptas a fornecerem tratamento involuntário com remoção do paciente, tratamento em regime de internação continuada e tratamento ambulatorial, ou seja, sem a internação.

 

Comunidades Filantrópicas: são mantidas por doações e as pessoas que lá trabalham geralmente não são profissionais formados na área da saúde e não recebem remuneração pelos serviços prestados. A filantropia é uma das principais fontes de financiamento para causas humanitárias. Agem em diversas áreas, não somente na dependência químicas, mas na área da educação, saúde bucal, creches, deficiências mentais, e várias outras.

 

SUS: Através do Sistema Único de Saúde, todos os cidadãos têm direito a consultas, exames, internações e tratamentos nas Unidades de Saúde vinculadas ao SUS, sejam públicas (da esfera municipal, estadual e federal) ou privadas e é financiado com recursos arrecadados através de impostos e contribuições sociais pagos pela população e compõem os recursos do governo federal, estadual e municipal. É proibida a cobrança de qualquer quantia de dinheiro sob qualquer pretexto.

Fundações: É um patrimônio com fins sociais, sem fins lucrativos. Podem agir como sendo uma empresa legalmente constituída. Há órgãos que fiscalizam se os recursos destinados pelo Governo e por pessoas que ajudam com doações, para ver se estão sendo corretamente aplicados. Uma fundação pode ser constituída apenas para fins religiosos, morais ou de assistência.

Clínicas Públicas: São fundadas pelo poder público, não tem fins lucrativos e possui uma lei especifica para sua fundação. Recebem recursos do Governo. Contam com médicos e enfermeiros.

Ongs: As organizações não governamentais não possuem fins lucrativos e podem complementar as ações do Estado, agindo onde ele não consegue chegar. Uma ONG é constituída pela vontade autônoma de mulheres e homens, que se reúnem com a finalidade de promover objetivos comuns de forma não lucrativa, caracterizado por ações de solidariedade, em proveito de populações excluídas das condições da cidadania. Recebem doações do Governo e de entidades privadas para manutenção dos serviços prestados.

Grupos de auto-ajuda: São grupos organizados pelos próprios participantes, que procuram um local onde possam contar suas experiências e ajudar uns aos outros. Baseiam-se em reuniões feitas em lugares como igrejas, galpões, etc. Os membros se ajudam entre si, seja psicologicamente ou até financeiramente. Talvez o único fim lucrativo de um grupo de auto-ajuda sejam os famosos livros de auto-ajuda, com temas diversos.

Centro Terapêutico Viva
Voltar
 
........
........