Alcoolismo faz estragos à saúde das mulheres mais cedo do que nos homens

Tanto homens quanto mulheres têm a saúde prejudicada pelo abuso de álcool. Porém, as doenças decorrentes do alcoolismo matam proporcionalmente duas vezes mais mulheres do que homens alcoolistas. Para você ter uma ideia, entre elas, os estragos à saúde provocados pelo vício da bebida costumam aparecer dez anos antes do que entre eles. Veja algumas das doenças e as diferenças no organismo feminino e masculino:

Distúrbios cardiovasculares

O cálcio é um potente vasoconstrutor. O álcool potencializa a ação do mineral na parede das artérias, o que facilita a hipertensão, um dos principais fatores de risco para infartos e derrames.

Como os vasos sanguíneos das mulheres são naturalmente mais estreitos do que os dos homens, o risco de hipertensão e insuficiência cardíaca chega a ser 40% maior entre elas.

Doenças hepáticas

O fígado é, por excelência, o órgão de processamento do álcool e, portanto, o mais prejudicado pelo consumo excessivo de bebida. O vício leva ao acúmulo de gordura no fígado, o que pode desencadear um quadro de hepatite ou cirrose. O fígado só metaboliza uma dose de álcool por hora – o excesso é despejado na corrente sanguínea, intoxicando outros órgãos.

Para os mesmos níveis de ingestão de álcool, o risco de cirrose é três vezes maior no sexo feminino do que no masculino.

Câncer

O hábito da bebida pode levar a um quadro de inflamação celular crômica, facilitando o crescimento desordenado das células. A bebida está associada sobretudo aos cânceres de fígado, estômago, intestino, esôfago, pâncreas e mama.

Como as mulheres retêm quantidades elevadas de álcool no sangue, o câncer, entre elas, costuma aparecer 5 anos do que entre os homens.

Osteoporose

Mediante a exposição constante e exagerada ao álcool, as células formadoras de ossos perdem o vigor. O esqueleto se enfraquece.

Mulheres com menos de 60 anos que tomam de duas a seis doses diárias de álcool têm risco 30% maior de fratura de colo de fêmur.

 

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Distúrbios neurológicos

Uma das regiões cerebrais mais afetadas pelo álcool é o hipocampo, área responsável pelo processamento e armazenamento da memória.

Problemas de memória associados ao vício da bebida são 30% mais comuns entre as mulheres do que entre os homens.

Transtornos psiquiátricos

O álcool desregula o equilíbrio de dopamina e de serotonina, substâncias cerebrais associadas às sensações de bem-estar e prazer. No início, a bebida provoca um aumento no níveis de dopamina e serotonina. Com o tempo, porém, o organismo reduz a produção natural de tais compostos, o que favorece as doenças psiquiátricas.

A ocorrência de depressão é 30% a 40% maior entre as mulheres dependentes do álcool do que entre os homens na mesma situação. Anorexia e bulimia estão presentes em 15% a 32% das pacientes que abusam do álcool.

 Envelhecimento precoce da pele

O álcool desidrata o organismo. A água é essencial para manter o vigor das fibras de sustentação e elasticidade da pele, o colágeno e a elastina.

No sexo feminino, a probabilidade de aparecimento precoce de rugas recorrente do abuso de álcool é 30% maior do que no masculino.

Com informações de Tribuna Hoje

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