Crianças e bebidas alcoólicas não combinam. Saiba o porquê! O álcool

‘Só um gole para não ficar com vontade’. Sob o pretexto de que a criança precisa experimentar para não ficar com o desejo de beber, muitos pais e demais adultos oferecem bebidas alcoólicas para as crianças sem saber o quanto isso é prejudicial.

Há também uma curiosidade natural dos pequenos, afinal, ver os adultos bebendo com tanta naturalidade, pode despertar a vontade de saber o que é. Daí a importância de supervisão atenta ao que os menores estão consumindo/experimentando, inclusive nas escolas, já que há registro de casos onde os menores levaram bebidas alcoólicas para a sala de aula.

Veja as consequências relacionadas ao consumo de álcool por crianças:

Saúde

Quando entra no organismo, o álcool vai diretamente para o cérebro, o fígado, o rim e o coração. Como a criança está em desenvolvimento, pode prejudicar a formação dos neurônios, acarretar problemas nos batimentos cardíacos e levar a problemas de aprendizado e de desenvolvimento psicomotor. O álcool é proibido para menores de 18 anos justamente porque abrange a idade de formação do corpo.  Em alguns países, a idade mínima é de 21 anos.

Outro detalhe é que uma quantidade muito menor faz efeito muito maior em uma criança. Por exemplo, um copo pequeno de cerveja pode não ter grandes consequências em um adulto, mas pode levar uma criança ao hospital.

Dependência de álcool

Estima-se que pessoas que iniciam o consumo de álcool antes dos 16 anos possuem risco 1,3 a 1,6 vezes maior de desenvolver dependência de álcool e que cada ano de atraso no início da ingestão de álcool seria capaz de gerar uma redução de 14% no risco para a dependência alcoólica. Assim, a idade de início do uso de álcool é um dos principais pontos de referência para avaliar os possíveis riscos de problemas associados.

Moradores de rua alcoolistas

“Cem por cento dos pacientes incluídos no estudo começaram a beber álcool quando crianças, tornando-se dependentes pouco depois”, afirma o pesquisador Ryan McCormack, da Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque, que realizou uma pesquisa no Hospital Bellevuen – referência no serviço à população sem-teto da cidade de Nova Iorque.

O Dr. McCormack e sua equipe entrevistaram 20 desabrigados, pacientes dependentes de álcool que tinham quatro ou mais visitas anuais ao serviço de urgência do hospital por dois anos consecutivos. Todos começaram a beber na infância ou na adolescência, e 13 relataram ter pais alcoólicos.

Controle

A partir do momento que os próprios pais incentivam e autorizam a criança ingerir bebidas alcoólicas, será muito mais difícil controlar o exagero no consumo de álcool na adolescência, pois ela sentirá autorizada para isso, mesmo não tendo discernimento e maturidade para entender os riscos e assumir as responsabilidades pelo consumo.

 

A função dos adultos é orientar. Portanto, não deixe de conversar com seus filhos, pois crianças e bebidas alcoólicas não combinam. Para saber orientar, o ideal é que os pais estudem sobre o assunto e busquem explicar em uma linguagem adequada à faixa etária.

Lembrando que incentivar o consumo ou dar bebidas alcoólicas para menores de idade é crime. A pena prevista é de 2 a 4 anos.

Com informações da ABEAD, Clínica Terapêutica Viva, Portal Ciência e Vida e UNIAD


Comecei a ingerir bebidas alcoólicas aos 14 anos de idade, me tornei alcoólatra e hoje estou em recuperação.