Depressão e alcoolismo: entenda essa relação

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Sozinhos, alcoolismo e depressão já são preocupantes. Porém, por vezes, as duas doenças são diagnosticados na mesma pessoa. Não é de hoje essa associação do alcoolismo com doenças psiquiátricas e a depressão é uma delas.

Desde a década de 80 os pesquisadores já notam essa associação. Sabe-se que pessoas deprimidas têm mais problemas relacionados ao álcool do que os não deprimidos e que os bebedores problema ficam mais deprimidos do que os sóbrios.

Os estudos mostram algumas explicações para o desenvolvimento desta interação entre depressão e alcoolismo:

1)      O alcoolismo como problema secundário: alguém que já tinha depressão utiliza o álcool para aliviar as angústias e outros tipos de emoções, desenvolvendo a dependência de álcool.

2)      A depressão como problema secundário: a pessoa começaria beber excessivamente e, a partir dessa situação, desenvolve a depressão devido as alterações neuroquímicas causadas pelo uso crônico do álcool.

3)      Fator comum: tanto a depressão quanto o alcoolismo possuem fatores em comum, como a predisposição genética e os traumas psicológicos. Por esta razão, há o risco de desenvolver ambas as doenças no mesmo indivíduo.

Homens x mulheres

Segundo um estudo, 78% dos homens começaram o abuso do álcool antes da depressão. Em oposição, 66% das mulheres começaram a depressão antes do abuso do álcool. Já outros estudos apontam que a associação entre o alcoolismo e a depressão é mais forte entre as mulheres.

Tratamento

O tratamento do alcoolismo e da depressão devem atender todos os aspectos da vida do paciente, incorporando estratégias para que ele possa lidar com as situações e/ou emoções. Vale ressaltar, também, a importância de ter a família como apoio emocional dos pacientes.

Com informações de:

Artigo “Depressão & Abuso e Dependência do Álcool (ADA)” – Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira – UNIAD

Artigo “Depressão e uso de bebidas alcoólicas” – CISA

Artigo “Depressão, álcool e gênero: levantamento epidemiológico no Município e Região Metropolitana de São Paulo” – Juliana de Almeida Prado – USP

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